Compartilhe, , Google Plus, Pinterest,

Imprimir

Posted in:

Vai-Vai enfrenta problemas de evolução em sua homenagem à Mãe Menininha

Por Gustavo Andrade
Com a colaboração de Tiago Bombonatti, Felipe Cruz, Guilherme Queiroz, Cidmara Formenton, Hugo Vicunha e Erich Marinho

Em 2017, a Vai-Vai  homenageou uma das mães-de-santo mais conhecidas no candomblé baiano. Maria Escolástica da Conceição Nazaré, a Mãe Menininha, comandou, por sessenta e quatro anos, o Ilê Iyá Omi Axé Iyamassê (Terreiro do Gantois). Com o enredo “No xirê do Anhembi, a Oxum mais bonita surrgiu… Meninha, Mãe da Bahia, Ialorixá do Brasil”, assinado por Alexandre Louzada, André Marins e Junior Schall, a escola entrou na avenida para brigar por seu 16º título no carnaval paulistano.

Inspirada na religião dos orixás, a entidade buscou na história as raízes do culto que surgiu na África e desembarcou na Bahia – lugar onde resistiu ao tempo e se manteve vivo, até hoje, pela fé de seus iniciados. A grande expectativa da noite foi abalada quando, a partir dos 49 minutos, os integrantes passaram a acelerar o passo. O desfile teve 1h05 de duração, no tempo limite.

Exú abriu os caminhos para que o sambódromo fosse transformado numa grande roda de candomblé. Nos setores, o público assistiu à dança do regente da Nação Ketu, Oxossi, além do príncipe Logunedé; o senhor das folhas, Ossain; o rei Xangô e sua esposa Obá; os guerreiros Ogum e Oyá; a árvore sagrada Iroko; a feiticeira Ewá; o orixá do arco-íris, Oxumaré; o grande pai Oxalá; a mãe dos mares, Iemanjá; e a senhora do amor e da fertilidade, Oxum.

O samba escrito por Edgar Cirillo, Marcelo Casa Nossa, Dema da Vai-Vai, André Ricardo, Rodolfo Alves e Leo Rocha foi cantado pelo intérprete Wander Pires. Fique por dentro dos melhores momentos!

O desfile de ponta a ponta

A comissão de frente da coreógrafa Roberta Melo representou Exú abrindo os caminhos para a deusa da fertilidade Oxum. Atrás deles, veio o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Pingo e Paulinha. Ele se vestiu de branco, enquanto ela dançou de preto, ambos mostrando o encontro entre o Orun (o céu) e o Ayê (a terra).

A bateria “Pegada de Macaco”, de Mestre Tadeu, empolgou o público. Os paradões foram sustentados pelo canto forte dos componentes. A rainha Camila Silva brilhou com seu gingado. O último carro reproduziu uma cachoeira, local em que os fiéis acreditam ser a morada de Oxum.

A Vai-Vai é reconhecida pela tradição e também pelo grande número de torcedores. Durante a passagem da alvinegra, os espectadores agitaram bandeirinhas e cantaram junto à escola.

Assim que os portões se fecharam, nossa equipe foi ao encontro do vice-presidente Thobias. Ouça a conversa:

Comentários Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *