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Tom Maior abre o Carnaval de São Paulo cantando Elba Ramalho

Por Felipe Cruz
Com a colaboração de Tiago Bombinatti, Hugo Vicunha, Gustavo Andrade, Guilherme Queiroz, Cidmara Formenton e Erich Marinho

A grande expectativa pelo início dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo chegou ao fim às 23h15 desta sexta-feira (24), quando a Tom Maior, vice-campeã do Acesso em 2016, abriu oficialmente as apresentações. A agremiação, presidida por Luciana Silva, trouxe ao sambódromo o tema “Elba Ramalho canta em oração o folclore do Nordeste: Toque Sanfoneiro Forrró, Frevo e Xaxado”.

Desenvolvido pelo carnavalesco Cláudio Cebola, que assina seu segundo trabalho pela vermelho e amarelo, a história teve como personagem protagonista a cantora Elba Ramalho: a flor da Paraíba. O desfile visitou as manifestações populares e folclóricas do povo nordestino, festeiro e fiel. Desde a infância, Elba, influenciada pelas músicas do mestre Luiz Gonzaga e pela poesia de cordel, descobriu a força de sua voz. Por esse motivo, ela foi reconhecida como a embaixatriz do folclore popular nordestino e coroada como a rainha do carnaval da Tom.

A entidade destacou o forró, as danças típicas da região e sua religiosidade. Um grande corso passou pela avenida, trazendo a anfitriã.

  • Em breve galeria de fotos do desfile oficial da Tom Maior
  • Em breve vídeo contendo a largada da escola

O desfile de ponta a ponta

Para demonstrar a infância da cantora, a comissão de frente, liderada pelo coreógrafo Robson Bernardino, reuniu personagens da literatura de cordel, como o Lampião, Maria Bonita, A Delegada, Chicó, Os Volantes do Cangaço, a Menina Elba dos Sertões da Maravilha, entre outros. O grupo interagiu em um tripé que foi usado como palco para a performance.

Abrindo o primeiro setor, o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Jairo e Simone, responsável por ostentar o principal pavilhão da casa, bailou com a fantasia “Asa Branca Sertaneja”. O abre-alas retratou a imagem do Rei do Baião, Luiz Gonzaga. Junto ao carro, a escultura de um pombo representou o hino do povo nordestino, a canção Asa Branca. Essa alegoria teve grande dificuldade para se locomover na avenida e ficou muito distante da comissão, criando um grande espaço entre os dois setores. O segundo carro também teve problemas para entrar na passarela, mas a direção da escola foi rápida e conseguiu conduzi-la na pista.

Os figurinos utilizados pelos componentes destacavam elementos que marcam a história e os costumes do povo nordestino. Os integrantes cantavam alegremente o samba-enredo composto por Maradona, Turko, Ricardo Neto, Paulinho Miranda, Rafa do Cavaco, Celsinho Mody e Léo Reis. Vestidos de dançarinos de Maracatu, os ritmistas da “Tom 30” apostaram bossas junto ao som de sanfonas tocadas por repentistas.

Fechando a apresentação, a homenageada da noite foi conduzida por bailarinos em um elemento cenográfico.

Ao final do desfile, que teve 1h04 de duração, nossa equipe abordou o diretor geral de harmonia, Yves, para saber como ele avalia o desempenho da Tom . Ouça a entrevista:

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