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Embalada por “Asa Branca”, Dragões faz desfile poderoso

Por Gustavo Andrade
Com a colaboração de Tiago Bombonatti, Felipe Cruz, Guilherme Queiroz, Cidmara Formenton, Hugo Vicunha e Erich Marinho

Em 2017, a canção “Asa Branca” completa 70 anos. Escrita pelo Rei do Baião, Luiz Gonzaga, a música atravessou gerações e virou tema na Dragões da Real. A saga de um nordestino que foge da seca, sem perder a fé, alegria e esperança, inspirou a comissão de carnaval formada por Dione Leite, Rogério Felix, Jorge Silveira e Márcio Gonçalves na montagem do desfile. Neste sábado (25), a escola foi a quarta a pisar na passarela do samba. Do começo ao fim, os integrantes animaram as arquibancadas, com o canto forte. A beleza de suas roupas e as alegorias chamaram a atenção.

O desfile de ponta a ponta

Junto a um elemento alegórico, veio o time de 15 bailarinos da comissão de frente, do coreógrafo Anderson Rodrigues. Eles representaram lavadeiras, lavradores e um ser das águas. Em sua dança estavam presentes sinais de desespero e súplica aos céus. O casal, Rubens e Evelyn, demonstrou a raiz sertaneja, essa gente que luta e supera os desafios, com uma roupa coberta de palhas e capim plumado.

O carro abre-alas, uma casa de sapê e à frente dela e uma grande caveira de um dragão, simbolo da escola. A imagem demonstrava a seca que castiga o sertão e provoca a morte de plantações e animais. Logo depois, um imenso pau-de-arara cruzou a avenida espalhando alegria, para mostrar as migrações, motivadas pela busca por oportunidades em lugares distantes. A cultura sertaneja, que chegou à cidade grande, apareceu no penúltimo setor. O último carro representou o ressurgimento da vida, que ia ganhando novas cores e gostos, o laço com a terra natal, nunca desfeito, e o retorno do nordestino a suas origens.

O canto dos integrantes se manteve forte por toda a apresentação. Os ritmistas da bateria de Mestre Tornado vestiram-se de vaqueiros. A rainha Simone Sampaio dançou à frente dos instrumentistas, com sensualidade e brilho.

Assim que o portão se fechou, nossa equipe foi ouvir a opinião do diretor geral de harmonia, Rogério Félix. Ouça a entrevista:

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